2014/11/08

Sobre o plano de proibir a venda de álcool para a rua após a 1 da manhã

Beber na rua é algo característico de Lisboa. É impensável ir ao Bairro Alto ou à Bica (zonas fechadas ao trânsito) numa noite de bom tempo e ficar a beber dentro de bares fechados. Se os bares estão abertos até às 3, é impensável que a partir da uma a malta tenha toda de entrar neles. Impensável e impraticável. Portanto esclareçam por favor o que entendem por "exterior do estabelecimento". Presumo que "à porta" já seja exterior. Mas na Bica é habitual vir-se beber (em copos do estabelecimento) na rua (pedonal), e depois vai-se devolver o copo lá dentro. Isto vai passar a ser proibido? Estão loucos.

2014/10/26

Valeu a pena ter ido a Alvalade só para ver isto

Acho que nunca me esquecerei de ter presenciado este momento ao vivo. Os imbecis dos comentadores estão a perorar sobre o sururu de um jogo a norte e só deveriam repetir isto.


2014/10/08

O Prós e Contras - RTP sobre Braga

Posso estar enganado, mas em mais nenhuma cidade onde se realizasse um debate deste género e se convocassem as "forças vivas" dessa mesma cidade se incluiria o reitor da Universidade e o presidente da Associação Académica.
Em mais nenhuma cidade - exceção talvez a Coimbra, cuja realidade desconheço em pormenor - a Associação Académica tem tamanho peso na cidade. Isso poderia ser bom se se traduzisse num maior poder reivindicativo. Infelizmente, não se vê nada disso. Praticamente não se ouve a AAUM sobre a degradação de todo o sistema de ensino superior, ou mesmo sobre temas estritamente locais, que a si lhe dizem respeito, como a baixa (comparada com outras em Portugal que eu conheço) qualidade da cantina dos alunos. Em contrapartida querem praxar no campus com a mesma impunidade com que praxam no resto da cidade - é a única reivindicação que lhes conheço.
E que diz o senhor presidente da AAUM? "A Universidade do Minho distingue-se das universidades clássicas por ter sabido criar uma identidade muito própria, que assenta em tradições próprias e da cidade de Braga, como este traje... Um sentimento de pertença à academia que é muito próprio." Nem quero saber a relevância das "tradições académicas" de Braga, nem quais são as "tradições próprias" de uma universidade com 40 anos. Foco-me neste "sentimento de pertença" à academia, neste traje que "os estudantes usam". E quem não o usar não é estudante?
O traje académico e a praxe são o símbolo não de "pertença" ao meio académico, mas de alienação do mundo exterior a esse meio.

2014/10/05

Duas tristes mortes

Obviamente choca-me muito mais a morte súbita do ator Rodrigo Menezes, um rapaz da minha idade pai de uma criança de quatro anos. Mas, artisticamente, vou sentir muito mais falta deste ator brasileiro cujo currículo novelístico fala por si. Ainda mais do que o também desaparecido José Wilker, o nome de Hugo Carvana de Hollanda no elenco de uma telenovela era uma garantia de que valeria a pena ver. Na TV ou no cinema, era o bom malandro brasileiro.



2014/09/15

As previsões do IPMA

Caros senhores do IPMA: na vossa previsão hora a hora (aplicação android) oscilam entre "céu pouco nublado" e "aguaceiros fracos". Na vossa página, para a mesma localidade, a previsão genérica para o mesmo período (que é aquilo que toda a gente olha) é "trovoadas". Não podemos exigir-vos que acertem sempre, mas acho que podemos exigir que sejam consistentes, não?
Dito de outra forma: no IPMA as previsões para as capitais de distrito, até depois de amanhã, são feitas por homens (meteorologistas). Para os restantes concelhos, são feitas por máquinas (computadores, que também são feitos pelo homem, claro). Costumo valorizar mais o "feito pelo homem" do que o "feito pela máquina": neste caso encaro o "feito pelo homem" como uma versão melhorada do "feito pela máquina". Mas o que a experiência está a demonstrar é que no IPMA é bem mais credível a previsão "da máquina" que a "do homem". A previsão dos meteorologistas é alarmista e anuncia sempre um "worst case scenario" como o mais provável.